Cultos de Libertação

24-05-2013 10:35

 

                  Cultos de Libertação: A porta para uma nova prisão

 

  

"Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres"(João 8.36)

A Graça é suficiente e eficiente para aquele que entrega sua vida a Cristo. Uma vez que alguém é alcançado pela Graça de Cristo "tudo se faz novo" e ele passa a ser um "Nova Criatura". Este é o milagre do Novo Nascimento que Jesus testificou a Nicodemos.

O que é novo não precisa ser restaurado, ou será que Deus trabalha a prestação ao realizar estes milagres na vida de alguém? Em um processo de discipulado compreendemos que existem estágios a serem alcançados gradativamente no amadurecimento da fé. Mas no que diz respeito à liberdade oferecida por Cristo, não. Acabam-se na Cruz as maldições, os pecados e toda a sorte de condenação. Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. (Romanos 8,1)


Nova criatura, novo nascimento, tudo novo se fez, estas são expressões imperativas que demonstram a suficiência da Graça de Deus na vida do cristão.

A razão de ser dos cultos de libertação

Os cultos de libertação criam uma atmosfera falsamente espiritualizada a fim de afetar emocionalmente os crentes e visitantes da igreja. São reuniões carregadas de palavras pesadas a fim de gerar uma sensação de culpa e incapacidade no ouvinte.

A culpa dos fracassos pessoais é colocada na ação de demônios, feitiçarias e obras de macumba feitas contra a pessoa, que deu brecha para o inimigo lhe "tocasse" por causa dos seus pecados. Contra isso a Bíblia é categórica: "Como o pássaro no seu vaguear, como a andorinha no seu voar, assim a maldição sem causa não encontra pouso." (Provérbios 26:2) Portanto, um cristão, nascido de novo, regenerado pela Graça, jamais pode sser tocado pelo diabo.

Estes cultos passaram a fazer parte da agenda de muitas igrejas por gerar um espetáculo que atrai a curiosidade das pessoas, por subjugar e humilhar os "demônios" que se apoderam das pessoas. Quando na verdade são as próprias pessoas expostas ao ridículo. Muitas igrejas tem mais frequência nas campanhas de libertação do que em seus cultos dominicais.

Possessão demoníaca não é exibicionismo

Quando Jesus lidou com espíritos malignos agiu sempre de forma prudente e moderada. Hoje isso faz parte do marketing de igrejas e pastores "ungidões". Sempra existem os holofotes das câmeras ligadas durante as seções, para que o material seja exibido em programas de TV ou nos canais do You Tube. As pessoas são objeto de exposição e humilhação pública. Um grande espatáculo contra os demônios, subjugam, na verdade, pessoas simples em momentos de angústia e provação.

Eu não duvido da possessão demoniaca, já até lidei com algumas situações que evidenciavam isso. Mas não para espetáculo, antes por misericórdia e Graça, da parte de Deus. Mas o que vemos por ai é mero mercantilismo, já vi obreioros colocarem cadeiras no centro das atenções, bem à frente do púlpito, pois o objetivo é o espetáculo.

Uma prisão interminável, campanhas de 7, 10 ou 40 dias

Uma coisa interessante é o parcelamento do milagre de deus em 7, 10 ou até 40 dias, isso gera a rentabilidade, uma vez que a pessoa se sente obrigada a "não quebrar" a corrente e frequentar todos os dias estabelecidos pelo "Xamã" gospel que comanda a parada.

A cada reunião novos esquemas de arrecadação, por meio de votos, ofertas e primicias fazem desse tipo de campanha um sistema lucrativo para os "profetas" de plantão.

Parece que Deus sempre tem um preço a cobrar por seus serviços, ninguém se dá conta de que Cristo já pagou tudo na Cruz e que a Graça que Ele nos concedeu é suficiente e eficiente para nos garantir a perfeita liberdade. Os homens criam um ciclo vicioso, uma forma de manter o rebanho em suas rédeas, mesmo que para isso tenham que anular a Palavra de Deus, suprimindo a verdade em favor dos seus objetivos inescrupulosos.

Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica;

Quem os condenará? Cristo Jesus é quem morreu, ou antes quem ressurgiu dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós;
quem nos separará do amor de Cristo? a tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte o dia todo; fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.
(Romanos 8:33-39)

 

Autor: desconhecido